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A penitência de uma dona de casa que acha que tem um encosto

Diarística. Autoficção. Versos.

A penitência de uma dona de casa que acha que tem um encosto

Diarística. Autoficção. Versos.

Hoje dei nome a três trabalhos que tinha enrugando sobre a mesa, como gato vadio passeando na marginal. A gente aproxima-se, chama-o, bichano, pequenino, bichinho, mas ele não vem e não vem porque não tem nome. Ainda assim, que me interessa o nome das flores, se só lhes recordo o cheiro? Se a rosa cheirar a cravo, deixa de ser rosa? É o pefume que a faz chamar-se rosa ou é o nome o que a influi de sentido? Se eu fosse Maria, Júlia, Ana ou Teresa, seria outra? O que interessa um nome, um título, uma orquestração de sentidos que nos limita ao listável? O gato não vem porque não tem nome, mas essa inexistência faz dele inexistente?