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A penitência de uma dona de casa que acha que tem um encosto

Diarística. Autoficção. Versos.

A penitência de uma dona de casa que acha que tem um encosto

Diarística. Autoficção. Versos.

Não deve haver ninguém neste mundo descolorado que nunca se tenha sentido traído. Desconsolado, enganado, esquecido, desertado, estrangeirado, abandonado. É a deceção a tomar conta de nós. A deceção pelo tempo que os outros demoram, a deceção pelo espaço que nos atribuem. Pelo esforço que não fazem, pelo cinismo do foste tu quem partiu. E depois? O que era se tivesse ficado? Descobrimos os traidores na ausência, na dissolução do físico, e depois anuimos: que laço é este que se desfaz se eu não segurar as duas pontas?

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