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A penitência de uma dona de casa que acha que tem um encosto

Diarística. Autoficção. Versos.

A penitência de uma dona de casa que acha que tem um encosto

Diarística. Autoficção. Versos.

O meu amor disse-me 'descansa', mas eu nem o via, só a abóbada azul lá fora, de onde veio tanta luz? O meu amor enumerou os ministros do novo governo, mas eu esforçava-me na degolação das sardinhas, estripando-lhes as entranhas. Fosse o século XIX e já eu, enquanto personagem ficcional, teria arranjado um amante, aborrecida que estou, ou, o século XX, uma nota (filosófica, pois) de suicídio. Assim, neste tempo, não querendo ser anacrónica, resta-me talvez agir como quem consente, ouvir a voz miudinha crescer, e deixar a rebeldia para quando o chão estiver limpo.