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A penitência de uma dona de casa que acha que tem um encosto

Diarística. Autoficção. Versos.

A penitência de uma dona de casa que acha que tem um encosto

Diarística. Autoficção. Versos.

Ah!, quem dera ser inteira e não esta manta retalhada. Que me valesse a ânsia e o desespero e a desarticulação da voz e as soubesse curvar sobre a folha, o lápis tateando, tateando. Soubesse eu usá-lo e seria livre e una e eterna. Esta ruga que me transe, a apoteose do nada, meras pétalas e nunca a rosa inteira. O relógio maninho deliberando, a obrigaçãozinha material, a reponsabilidade habitual. E eu queria apenas uma infinidade de meias-horas, gastas e perenes, afinal!, longas e sempre extintas mal principiam. Romance tosco que não afina, prosa pobre de quem não aprendeu a lição. E a sombra que se ri, queixosa, atrás do espelho, reflexo dúbio da aparição. Serei eu?