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A penitência de uma dona de casa que acha que tem um encosto

Diarística. Autoficção. Versos.

A penitência de uma dona de casa que acha que tem um encosto

Diarística. Autoficção. Versos.

As histórias, daquele tempo, são de crianças ricas que afogam patos

E o fazem com carinho, mãos doces em penas leves

Afundadas no tanque onde se lavava o linho e a seda dos vestidos

Fonte que já não jorra e não investe de vontades à hora do diabo,

às três,

que diz que foi quando Cristo expirou.

As histórias, daquele tempo, são de crianças pobres mortas de fome

Com carinho suportando as correntes de ar das casas de janelas sem tapume

Rapando o caldo do fundo do pote ao lume

Enforretados os dedos na partilha de uma sardinha

por três,

que diz que era 

conta certa.