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Penitência

Diarística. Autoficção. Rompantes mais ou menos semânticos.

Penitência

Diarística. Autoficção. Rompantes mais ou menos semânticos.

Linha à margem

Tinha a lâmina pronta e acerada

Mas a criança o cabelo enodado

E temi-me que a dissessem feia

ou até desmazelada

que às vezes não é o desvelo com que magoam

o que fere, mas as decorrências de um estado 

tipo por avisado

e não há engano maior

do que negar o amor de uma fracassada.

 

Pum, gente.

E, de mais a mais, who the fuck cares? Sem tímpano, com tímpano, com conselho, amor de classe, e sem magistratura, que a vida é uma gagalhada e a Bíblia anterior aos códigos, mais meco menos meco, aprendamos é a pintar as pestanas e a refilar menos: Amén, ah mãe, porque me abandonaste!, sotores de leis também usam batina de seminarista. E, de mais a mais, who the fuck cares se nos seminários se abusa, se abusa hoje, se abusa amanhã, se abusou toda a eternidade, e Deus é grande, e eu às vezes queria a humanidade feita Deus do Antigo Testamento na sua ira escarlate, abominável e incendiária, como o Santo Flint que na sua agonia nos mandou foder mais a nossa alegria de alinhados. E, de mais a mais, who the fuck cares se a língua do abrilado 25 é a da Cristina e assim se come o povo matinalmente na sua vontade de ser comido lentamente como o sapo na panela, e a violência, de acordo com o meco, pode ser um grande estímulo sexual. E, de mais a mais, who the fuck cares? Se eu disser ou desdisser, se coser ou descoser, se inspirar ou expirar, quem caralho quer saber se o mundo esfarela e cai, desde que haja rancho na panela e meia dúzia de trocos pró cabo, cinema no sofá e discurso pum! gente, na rede, e o que te interessa se emudeço pelo prazer de me extinguir como uma labareda incognoscível?

Se algum dia a vida te tivesse deveras interessado, viverias! em vez de sobreviver.