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Penitência

Diarística. Autoficção. Rompantes mais ou menos semânticos.

Penitência

Diarística. Autoficção. Rompantes mais ou menos semânticos.

Malogrado vício da saudade ou a intermitência das relações

Não deve haver ninguém neste mundo descolorado que nunca se tenha sentido traído. Desconsolado, enganado, esquecido, desertado, estrangeirado, abandonado. É a deceção a tomar conta de nós. A deceção pelo tempo que os outros demoram, a deceção pelo espaço que nos atribuem. Pelo esforço que não fazem, pelo cinismo do foste tu quem partiu. E depois? O que era se tivesse ficado? Descobrimos os traidores na ausência, na dissolução do físico, e depois anuimos: que laço é este que se desfaz se eu não segurar as duas pontas?

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