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Penitência

Diarística. Autoficção. Rompantes mais ou menos semânticos.

Penitência

Diarística. Autoficção. Rompantes mais ou menos semânticos.

Política de identidade em hortelã

A idiota ortou-me o C – outros ortaram já, e ortar-se diz que era uns aos outros – no artão de cidadão – ouça, isto cidadói-me!, que sou cidadoa, e ela não percebeu a piada – e faz sentido. A balconeta iluminou-me como os cruzados ao perros infiéis, esclareceu-me gentilmente como guardar as ompras, rapidamente como convém ao sistema, diligentemente, como convém à imagologia, Ja, whatever, feri eu, e took my Zeit mit meiner kontaktlose Bezahlfunktion girogo Card, a nacionalidade foi a pior coisa que inventaram. A obediência é a primeira declinação da condescendência. A nacionalidade, a segunda. Rosa, rosae, rosarum-me. Duas grandiosas mo[n]stras de inteligência oatando. Ele há gente talhada para obedecer e eu sempre fui insubmissa pe[r]d/tiz e perguntona. A riatividade é omovente pelo que de parca influi. Mas a idiota onsolada de raízes bacalhusas ortou-me o C, fez-me mim em falta e localizou-me, Ortando. Agora sou só com L, de lugar lá. Où? Dia. E vamos fazer aquilo dos dedos, também agregou. Eu tive pensamentos pecaminosos. Onfesso. Mas era só estupidez. Outro virá e me omerá a seguinte e assim sucessivamente até chegar ao ada que já sou, mas com rótulo. E fui pela Severin, eles eram tantos e eu em mim, quando queria estar neles, ansada de me aturar, esferas lançadas ao ar, chocantes aqui, e ali revolventes, milhões de mundos e um prato que nos sirva de nação no século XXI. Em asa ortam-me, fora, ortam-me, e eu declaro: ou me orto eu ou ninguém orta mais nada!